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O dia em que meu bebê nasceu: Ivaíla Vidotti.


Na 6ª feira, 12/08, sabendo que nossa hora se aproximava, combinei com Rodrigo, meu marido, de ir ao restaurante japonês fazer aquela breve "despedida". Me arrumei, maquiei e fomos! Quando chegamos em casa, fui ao banheiro e me deparei com aquilo que desconfiei ser o tampão! Uma googada e a confirmação. Chegava então o primeiro sinal de que Bento estava se preparando pra chegar!

 

No sábado pela manhã comuniquei a Laura Ayres, minha doula, e ela pediu que eu ficasse atenta, mas tranquila e que aproveitasse para organizar as coisas e descansar. No domingo, dia dos pais, meu coração amanhecia acelerado e a cabeça a mil! As contrações de treinamento que me acompanharam fielmente por mais da metade da gestação começaram a apresentar dor... os temidos pródromos! Vai começar! Passei o dia com dorzinhas, totalmente suportáveis, avisei a Laura, e por volta das 17h comecei a cronometrar as contrações. Elas vinham entre 10 e 15 minutos. A Laura pediu que eu a avisasse quando as mesmas começassem a pegar ritmo, ou seja, quando num intervalo de 10 minutos eu tivesse cerca de 3 contrações. E assim foi até as 21h30... 

 

Entre 22h e 22h30 a Laura chegou. As 23h elas doíam... DOíAM! O trabalho de parto começou! O Rodrigo estava descansando, e minha mãozinha santa (Laura) me ajudava com massagens, óleos, compressa quente, iogurte... rs, mas os gritos ja saíam sem que eu desse permissão. Por volta da 1h, ela sugeriu o banho e percebi que o Rodrigo não estava mto legal. Ele estava comigo, mas imagino o quanto deva ser difícil ver quem você ama sentir dor, dor de verdade, e você ser um expectador! Mas ele ficaria bem! Eu sabia!

 

O banho ajudou por poucos minutos, depois eu só queria sair! Também queria muito ir ao hospital e então a Bianca Rocha, nossa obstetriz, foi solicitada. Ela chegou perto das 2h, ouvimos o Bento e seu coraçaozinho, tava lindo! Quanto a mim, eu queria que estivesse entre 6 e 7cm pra chegarmos ao hospital e eu pedir a anestesia! Era isso que eu pensava. Ao me examinarem, surpresa: 9cm! Me vesti e decidimos que ao invés do meu pai nos levar, o Rodrigo iria dirigindo. Seria demais pro meu pai me ver naquele ponto. 

 

Chegamos ao hospital perto das 3h, conheci a Fabiana Garcia, minha obstetra e salvadora! Sim, conheci ali, pois minha GO não estava em SP por causa do dia dos pais, e a Fabi me aceitou. No hospital, eu só queria anestesia! Achava estar no meu limite! Aquele procedimento padrão do hospital me matou! Deitar naquela maca e por aquelas faixas (maledeto cardiotoco). Acho q foi o pior momento do parto. A pior forma de passar por uma contração é deitada, queria apertar o pescoço de um! Foi quando perguntei "tudo bem se eu quiser anestesia neh?". E não esquecerei mais o rostinho da Bianca falando "tudo bem, mas vamos tentar algumas coisas antes? Falta tão pouco!".

 

Chegamos ao quarto e numa contração a bolsa rompeu! Agora vai! Enquanto enchiam a banheira, elas lembraram o Rodrigo da nossa playlist. Play! Fomos para banheira, água morninha, luz apagada, sem ar condicionado. Um alívio... até determinado ponto! Não encontrava posição e minha lombar queimava, sentia que não poderia mais suportar! Foi quando me colocaram na banqueta. Minhas parceiras me instruíram sobre o puxo, e como seria melhor e mais rápido. Enquanto isso elas cantavam nossas músicas, na maior paz! Lembro-me da lanterninha a manivela da Laura, do sonar da Bianca e do rosto sereno e cansado da Fabi (ela vinha de 3 noites viradas fazendo parto e foi tão generosa assumindo o meu tbm).

 

Desconfiei que o Bento não estava querendo descer. Pedi anestesia de novo! Vi caras de paisagem na minha frente. Me colocaram na banqueta, dentro da banheira! Que decisão acertada! Foi então que a Fabi me disse "o Bento tá chegando! Põe a mão, sente seu filho.".  Na próxima contração fiz isso e lá estava a cabecinha coroando! A hora era agora! Mais contrações e ele veio vindo, no seu ritmo, na minha força, no meu grito, na nossa música favorita. Uma contração e vi sua cabeça, fiz carinho, senti seu cabelo, ele se virou e na próxima força, o corpinho... que veio ao meu encontro! De olhos abertos, nos olhamos, ele sorriu e tocou meu rosto! Morri! Nasci mãe! Ali, naquela banheira, ao lado daquele homem que não me surpreendeu, mesmo com as mãos tremulas e geladas, eu já esperava, acreditava! A mesma parceria de sempre, meu porto seguro, meu apoio, meu amor, pai do meu filho. Nasceu nossa família! 

 

Me levantei com meu filho no colo, deitei na maca e ali fiquei, admirando e aquecendo meu bebê! O corão parou de pulsar e o papai cortou! Logo saiu a placenta. No pele a pele, meu bebe mamou! Todos os exames foram feitos ali do meu lado, as vacinas e logo voltou pro meu colo. Não teve berçário, nem banho através do vidro, nem nitrato de prata nos olhos. Depois de quase 8h de trabalho de parto, Bento nasceu dia 14/08, as 4h48 com 49cm e 3,280kg.

 

Me empoderei, protagonizei! Isso é humanizar! O trabalho foi meu, mas eu não conseguiria sem essa equipe maravilhosa! O poder da psicologia e da confiança e paz que elas me trouxeram foram fundamentais para eu não desistir e deixar registrado o dia mais lindo e emocionante da minha vida!

 

 

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@2017 por Laura Ayres. 

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