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Há 2 meses você nascia, Nina, na sua hora.

 

Foi uma longa caminhada. Passamos 6 semanas e 6 dias com bolsa rota, nosso líquido amniótico era baixíssimo. Mas vc era muito forte e tinha muita gana de viver. Não tivemos uma única infecção e você se desenvolvia normalmente. Recebemos uma enxurrada de amor durante esse período em que ficamos de repouso em casa. Seu pai foi incansável, dedicou-se de todo coração pra gente. Tivemos uma rede de apoio forte e inabalável.

 

Nunca estivemos sozinhas. Mas você veio ao mundo rápido demais. Seu pulmão não se desenvolveu apesar das injeções. Os médicos fizeram o impossível, mas você teve que partir. E assim foi, 2 dias depois de nascer, quando eu completava 33 anos, que você partiu. Foi se encontrar com seu(a) irmão (a) (tivemos uma perda gestacional com 6 semanas). Você se foi e ainda estou aqui tentando entender tudo isso. Já não sou mais a mesma pessoa, algo em mim mudou irreversivelmente. Você me ensinou a ser forte e a amar a vida, afinal você lutou bravamente pra se manter aqui. E como lutou!

 

Agora se aproxima o nosso primeiro dia das mães. Sempre imaginei nós 2 juntas, nunca a sua ausência. Mas não quero que seja um dia triste. Quero que seja o dia em que eu me lembrarei que você só sentiu amor nessa vida, privilégio para poucos, quero que seja o dia em que eu só seja amor por você. Quero que esse amor se irradie pra todas as outras mães que sofrem a ausência de seus(as) filhos(as). E que esse amor ilumine e acalente o coração de cada mãe que sofre por um peito cheio e os braços vazios.

 

Te amo, Nina. Para sempre sua.

 

Relato da mãe Jamile Brandi.

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@2017 por Laura Ayres. 

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