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Tudo o que você precisa saber para preparar o picolé de leite materno com segurança.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o aleitamento materno é a forma ideal de contribuir com todos os nutrientes e com a hidratação que um bebê precisa para um crescimento e desenvolvimento sadios, portanto, não se preocupe com o calor: para refrescar seu bebê, uma boa mamada e um banho fresquinho já dão conta do recado! 

Apesar disso, de uns tempos para, cá uma nova forma de oferecer o leite materno (que não diretamente do peito) tomou conta da internet e despertou o interesse das mamães, principalmente para os dias de calor: O picolé de leite materno, ou ‘tetolé’!

Vale ressaltar, porém, que propósito real do picolé de leite materno não é refrescar (embora possa ser útil para isso também). A intenção principal é aliviar o desconforto que o bebê sente por volta do 5º para o 6º mês, quando os primeiros dentinhos começam a aparecer! É aí que entra a grande sacada de oferecer o picolé de leite materno: ele faz o mesmo trabalho de um mordedor, com o benefício da temperatura gelada, que  diminui o inchaço das gengivas, reduzindo a sensação de incômodo, além de nutrir o bebê, pois não há perda de nutrientes no processo do congelamento do leite!

 

No entanto, é preciso considerar algumas preocupações inerentes ao preparo inadequado do picolé de leite materno: Isso porque, diferente da oferta tradicional - diretamente da mama para a boca do bebê - que minimiza riscos de contaminação do leite, o picolé exige manipulação. E claro: qualquer manipulação aumenta riscos de contaminação! Um descuido de higiene pode transferir microrganismos ao leite materno, que podem sobreviver ao congelamento, podendo causar doenças ao bebê!

 

Calma! Isso não significa que ele é contraindicado. O leite materno é fundamental para o crescimento do pequeno e deve ser oferecido exclusivamente até os seis meses de idade e de forma complementar até os 2 anos. Porém, para que o picolé de leite materno seja um aliado e não um problema para você e seu bebê, alguns cuidados de higiene na ordenha, e congelamento são fundamentais! A seguir vamos te ensinar como cuidar de tudo para oferecer o picolezinho com segurança (essas dicas também valem para congelamento de leite em frascos de vidro e para doação do leite em bancos de leite humano):

 

  • Prenda os cabelos e use uma máscara ou uma fralda limpa no rosto ou evite falar, espirrar ou tossir enquanto estiver ordenhando o leite.

 

  • Tenha atenção com as mãos: lave bem as mãos e antebraços com água e sabão neutro, enxugue-as com papel toalha não reciclado e desinfete-as com álcool em gel, deixando secar naturalmente.

 

  • Realize a ordenha do leite materno eliminando os primeiros jatos.  A eliminação dos primeiros jatos no momento da ordenha, contribui para a redução da população inicial de microrganismos presentes nos ductos mamilares pela permanência de resíduos de leite na região.  

 

  • Posicione o recipiente onde será coletado o leite materno próximo à mama. Podem ser utilizados moldes para picolé ou forminha de gelo, desde que devidamente esterilizados. Importante:  Lembre-se de usar moldes/forminhas que não tenham BPA (bisfenol A), elemento contido em alguns plásticos que, quando aquecido, pode soltar substâncias prejudiciais à saúde! Procure a indicação de BPA free na embalagem do produto!

 

  • A esterilização dos moldes ou forminhas é fundamental para eliminar os microrganismos, como fungos e bactérias.  Para fazê-la, utilize o mesmo procedimento da higienização e desinfeção de mamadeiras e chupetas ou frascos de vidro para doação de leite: Lave os recipientes com água corrente e sabão neutro e em seguida, faça a esterilização, utilizando um destes processos:

 

  • No fogão: Coloque os moldes de picolé ou forminhas de gelo submersas em uma panela com água e deixe ferver por 20 minutos. Considerando este tempo de fervura é necessário que o material seja resistente a altas temperaturas por longo período. Já existem no mercado alguns moldes de silicone ou de inox para picolés que podem ser submetidos a este processo! Em seguida, retire com uma pinça e deixe secar no ambiente. Não enxugue com toalhas. Garanta que a superfície, onde será realizada a secagem dos moldes esterilizados, também esteja limpa com água e sabão e desinfetada com álcool.  De preferência, faça a esterilização dos moldes ou forminhas em um momento que você não esteja preparando mais nada na cozinha, quando este ambiente estiver totalmente limpo, assim você evitará qualquer risco de contaminação cruzada (transferência de microrganismos de um local ou alimente para outro).

 

  • No micro-ondas: hoje em dia há esterilizadores de micro-ondas que são bastante práticos, basta seguir o manual de instruções do produto. As orientações são as mesmas do fogão, a diferença é que a água será colocada no esterilizador, o recipiente será fechado e levado ao micro-ondas pelo tempo indicado no manual. Mas lembre-se: este processo não é indicado para moldes de inox! Nada de metais no micro-ondas!! Somente utilize esse procedimento para materiais de silicone, vidros ou plásticos permitidos.

 

  • Atenção especial ao palitinho de picolé: JAMAIS utilize palitos de madeira. A madeira acumula umidade ocasionando o surgimento de bolores, e gerando contaminação e riscos à saúde do bebê. Existem no mercado alguns palitinhos de plástico específicos para picolé.

 

  • Quer saber por quanto tempo você pode armazenar o picolé de leite materno? A gente responde! Segundo o Ministério da Saúde, o período de armazenamento do leite materno após a coleta é de 24 horas na geladeira e até 15 dias no freezer! Lembre-se de colocar uma etiqueta no recipiente com a data de validade!

 

  • Se o bebê não tomar todo o sorvete, nada de devolver o que sobrou para o congelador! Descarte o remanescente, já que a saliva é repleta de bactérias.

 

  • Em hipótese alguma adicione adoçante ou açúcar ao picolé! Seu bebê não precisa disso para desfrutar do seu leite: não há qualquer justificativa para adoçar o leite materno, que o seu filho já aprecia diretamente do seu peito sem açúcar. Além de aumentar o risco de obesidade futura, adoçar os alimentos pode aumentar o risco de cáries, por aumentar a colônia bacteriana e a acidez na boca do bebê. Limitar/não estimular a oferta de sacarose ao pequeno é um cuidado que precisamos ter a todo momento, principalmente nesta fase de erupção dos dentinhos!

 

Tudo pronto! Vamos fazer um picolé?

 

 

 

Referências:

DR. MOISES CHENCINSKI (CRM 36.349): https://euapoioleitematerno.wordpress.com/

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. 184 p.

World Health Organization. Infant and Young Child Feeding: A tool for assessing breastfeeding practices, policies and programs. Geneva: WHO; 2003.

OPAS/OMS Semana de la Salud Materna 2013 Apoyo a las madres que amamantan: cercano, continuo y oportuno. Organización Panamericana de la Salud, 2013.

UNICEF (2008) Overview of breastfeeding patterns. Disponível em: ww.childinfo.org/breastfeeding_overview.html

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