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Como curar o mundo com uma criança de cada vez.

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Como curar o mundo com uma criança de cada vez.

08/04/2017

 

Estamos criando uma plataforma de produção de conteúdo destinada a mulheres gestantes, seus parceiros, mulheres que queiram gestar, e a pessoas que participem do maravilhoso processo de trazer uma nova vida ao mundo, ou cujo trabalho envolva os problemas comuns da infância e da vida moderna. Este projeto não visa apenas a promoção de saúde da mãe e do bebê, pois acreditamos que as informações nele oferecidas podem melhorar a saúde da sociedade de maneira geral.

 

Através de diversas e extensas pesquisas científicas feitas no mundo inteiro, hoje sabemos que o aprendizado da vida se inicia muito antes do nascimento, quando, ainda no ventre de nossas mães, experienciamos e adquirimos informações a respeito da vida e do mundo. Sabemos também que as experiências anteriores ao nascimento podem afetar e moldar tanto nossa saúde física e mental, quanto a formação de nossa personalidade.

 

A partir do momento da concepção, o bebê passa a vivenciar os pensamentos, emoções e ações de sua mãe. Isso porque mãe e bebê vivem em um intercâmbio dinâmico e contínuo de informações e moléculas. Aonde quer que vá o pensamento da mãe, impulsos nervosos liberam instantaneamente uma paleta de substâncias químicas correspondentes as suas emoções, que percorrem os tecidos e células de seu corpo, e que também entram no corpo de seu bebê. Corpo e mente são tão inseparáveis quanto mãe e bebê durante a gestação. Portanto, o princípio de uma vida emocional rica tem início tão logo se dá a concepção.

 

Bebês expostos a intenso estresse durante a gestação manifestam sinais físicos de desequilíbrio muito antes de nascer e têm maior risco de nascer prematuramente, desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes e distúrbios relacionados a ansiedade e depressão. Em contrapartida, podemos dizer que a ausência de estresse no início da vida nos protege futuramente contra diversos tipos de doenças.

 

Indo mais a fundo, podemos observar que somos particularmente influenciados pelos nossos primeiros relacionamentos, o que geralmente se dá dentro do micro-ambiente familiar do nascimento da criança e depende do tipo de vínculo que ela tem com seus pais. O contato estreito e afetivo entre mãe e filho(a), ou pai e filho(a), não é apenas importante nos primeiros anos da criança, mas também tem implicações duradouras na estrutura física e psicológica do indivíduo ao longo de sua vida, influenciando em suas próximas relações. É como se no início da vida houvesse uma janela biológica que nos possibilita a rapidamente aprender a estabelecer uma conexão positiva com os outros, o que por sua vez traz implicações em nossa capacidade de interagir socialmente e de lidar com o estresse ao longo da vida. Portanto a conclusão mais importante a se tirar de tudo isso é que boas relações afetam a nossa saúde de uma forma positiva ao longo da nossa vida, e que quanto mais cedo na vida estiverem presentes, mais fortes serão seus efeitos. 

 

Sendo assim, as escolhas que fazemos como mães, pais e cuidadores, têm efeitos duradouros no desenvolvimento de nossos crianças, e termos consciência da importância dos períodos que cercam a gestação, parto, pós-parto e primeira infância, é fundamental para podermos fazer as melhores escolhas e proporcionarmos o melhor começo para as nossas crianças.

 

Com este projeto esperamos criar um programa de educação para o nascimento, fortalecer o movimento da parentalidade consciente e da humanização na saúde, e contribuir para o desenvolvimento de crianças saudáveis e felizes, capazes de se relacionar socialmente de maneira amorosa e de  encontrar soluções pacíficas e sustentáveis para os problemas do mundo.

 

A esperança para o futuro não reside apenas em nossas crianças, mas principalmente em nós e na forma como cuidamos e nos relacionamos com elas. Temos uma grande oportunidade de transformar o mundo ao nos tornarmos pais ou ao termos acesso às crianças através do nosso trabalho. Precisamos transformar as relações do mundo em que vivemos para criar uma realidade amorosa e construtiva. Precisamos criar um novo sentido ao desenvolvimento de nossas crianças, para que elas possam se tornar pessoas capazes de amar, de inovar, e até mesmo de se tornarem bons pais.

 

 

 

 

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